O artigo discute a extensão do risco de racionamento em 2022 num provável cenário de manutenção da crise hídrica e retomada econômica. Para tanto, são trazidas as opiniões de diversos especialistas do setor elétrico. O meteorologista Filipe Pungirum, vê com preocupação o cenário em 2022. Segundo ele, há estudos que indicam que o fim do período seco deixará os reservatórios na casa dos 10% do Sudeste. Assim, o próximo período úmido teria que ser bem acima das expectativas para recuperar os reservatórios em 2022, o que não deve acontecer. Por outro lado, Gustavo Carvalho, da Thymos Energia, não vê risco iminente para o atendimento da demanda devido à forte expansão da geração e da transmissão. Sob o ponto de vista do economista Marcelo Fonseca, o crescimento baixo do PIB não deve elevar tanto a demanda por energia, o que pode mitigar a problemática da energia em 2022. Mesmo assim, ele critica a comunicação do governo, que não está incentivando o consumo de forma racional. Ainda são apresentadas opiniões de Mauricio Tolmasquim e de Rodrigo Sauaia, da Absolar. O primeiro aponta a geração distribuída como uma aliada importante no atual cenário de crise hídrica e o segundo discute a tentativa de adiantar a entrada em operação de empreendimentos solares. Ao final, o autor comenta a criação da Câmara de Regras Excepcionais para Gestão Hidroenergética (CREG) e como esta iniciativa foi avaliada pelo setor. 

Canal Energia – Pedro Aurélio Teixeira (Agência Canal Energia)

 

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https://canalenergia.com.br/especiais/53180709/2022-e-logo-ali