A Matriz Energética Brasileira é caracterizada pela presença de Renováveis, cuja participação atingiu 46,1% em 2019, equivalente a 133,8 Mtep, dos quais 18,0% representaram a biomassa da cana, 12,4% a hidráulica, 8,7% a madeira e carvão vegetal e 7,0% correspondia a outras renováveis. A indústria da cana-de-açúcar produz açúcar, etanol e eletricidade como principais produtos e, considerando o total de energia primária produzida, 52.861 Mtep são provenientes de produtos da cana-de-açúcar (BEN, 2020). Outro aspecto dessa indústria é que ela é autossuficiente em energia, ou seja, a energia utilizada no processo produtivo também é produzida (a partir do bagaço) no mesmo processo. Os dados supracitados mostram a importância do setor sucroalcooleiro para o país e sendo este um setor energético, não há dúvidas de que a gestão energética tem importância para o seu processo industrial. O presente trabalho abordará diferentes alternativas para melhorar o processo industrial da cana-de-açúcar, visando otimizar o gerenciamento de energia. Dentre as propostas a serem apresentadas, destacam-se: aumento da energia elétrica na cogeração, integração térmica das correntes de processo pelo método Pinch Point, produção de etanol de segunda geração, aproveitamento de água no processo, integração com produção de biodiesel, destinação da vinhaça visando aumentar a produção de energia e reduzir a poluição. O objetivo principal é identificar a influência e contribuição de cada proposta para a melhoria do desempenho e eficiência no processo produtivo da cana-de-açúcar.

Energy, Vol. 259 – M.C. Palacios-Bereche, R. Palacios-Bereche, A.V. Ensinas, A. Garrido Gallego, Marcelo Modesto, S.A. Nebra

Link de acesso:

https://www.sciencedirect.com/science/article/pii/S0360544222018060