O artigo Path to net-zero: EU utilities keep focus on climate goals as coal rebounds explicita as movimentações das concessionárias de energia da Europa rumo à descarbonização num cenário onde a invasão russa da Ucrânia aumentou o papel da segurança energética e, portanto, do carvão e do gás natural em todo o continente. Além de discutir o cenário, o artigo também traz uma tabela detalhada que mostra as metas climáticas das 25 principais empresas da região. Ressalta-se que, apesar da Rússia ter sido um fator no retorno do carvão, na Península Ibérica no terceiro trimestre de 2022, a produção à carvão da EDP Portugal aumentou 107% face ao mesmo período do ano anterior para compensar as secas severas que atingiram a produção hidroelétrica. Os sinais de preços também tornaram a troca de carvão antieconômica: o preço do gás na Dutch Title Transfer Facility, a principal referência de gás da Europa, atingiu um recorde de € 319,98/MWh em 26 de agosto, quando os compradores da UE correram para preencher a capacidade de armazenamento antes do inverno. Desde então, os preços baixaram, mas ainda estão mais altos do que o necessário para substituir o carvão da rede. Apesar do ressurgimento do carvão, executivos e legisladores continuam acreditando numa transição energética acelerada no futuro. Para analistas, o retorno do carvão ameaça atrasar ou inviabilizar as metas climáticas da Europa, na medida em que na Alemanha, por exemplo, o retorno da geração à carvão tem sido tolerado e a maioria das empresas não está aprimorando suas metas climáticas.
S&P Global – Alex Blackburne e Camilla Naschert
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