Nesta seção selecionamos 18 artigos. Os principais temas identificados foram transição energética, tecnologia e inovação, planejamento da expansão, sustentabilidade, modernização do setor, e operação do sistema. Dentre os subtemas, sublinhamos as questões da digitalização do mercado de energia elétrica, a implementação do Preço de Liquidação de Diferença (PLD) horário (que se iniciou em janeiro de 2021) e a gestão  do sistema elétrico nacional, onde se destacou, dentre outras, a discussão originada a partir do apagão no Amapá.

Os artigos em destaque nessa categoria abordam, respectivamente: o amadurecimento do mercado livre de energia e sua regulação financeira; as perspectivas e impactos do avanço da geração distribuída; e, por fim, um manual de conceitos   associados ao tema da  transição energética.

No artigo Segurança de mercado será prioridade na agenda do setor em 2021, Wagner Freire, repórter do CanalEnergia, faz uma análise dos determinantes  da expansão do mercado livre nos últimos anos e faz um relato esclarecedor sobre alguns dos desafios que estão pela frente, onde se destaca a questão da segurança do mercado . Segundo o autor, a carência de robustos mecanismos de regulação financeira para evitar alavancagens excessivas e, por conseguinte, possíveis efeitos dominó em períodos de crises é um dos pontos que deve receber maior atenção no futuro próximo. 

Já o artigo O setor elétrico em 2040  apresenta uma série de três entrevistas que trazem distintas perspectivas acerca do desenvolvimento do mercado livre de energia e da geração distribuída no Brasil. Na primeira entrevista, Maurício Godói, correspondente do CanalEnergia, analisa o papel da digitalização no tocante à competitividade, eficiência e abrangência do mercado a ser edificado. Também participante da série, Pedro Aurélio, repórter do Canal Energia, afirma que o desenvolvimento conjunto das inovações tecnológicas e das regulamentações irão facilitar e empoderar o consumidor em suas negociações com as distribuidoras. Por fim, Wagner Freire, repórter da mesma instituição, põe luz à nova dinâmica das relações de investimento ESG que priorizam condutas socioambientais e corporativas responsáveis. Segundo ele, dada a diversidade e vastidão dos recursos naturais disponíveis, o Brasil, a depender do avanço da competitividade e regulação do mercado livre,  poderá ter um futuro promissor nessa área.

O último destaque da seção é um trabalho publicado pelo Instituto E+ que consiste num manual didático para o entendimento dos conceitos, motivações e objetivos da transição energética. Trata-se de um importante trabalho visto que, por vezes, esses conceitos, motivações e objetivos são pouco compreendidos ou mal interpretados fora do âmbito setorial.