Dentre todas as publicações coletadas no primeiro período de maio, selecionamos 9 novos textos para acrescentar ao nosso acervo de Artigos Autorais. Deste total, 2 já foram escolhidos para compor os destaques principais do período e 2 são apresentados aqui como destaques desta categoria.

Os principais temas dos textos selecionados são: Regulação, Empresas de energia, Energias não renováveis, Transição energética e Renováveis. Dentre os subtemas mais relevantes, identificamos os seguintes: a explosão de projetos de  fracking nos EUA; os riscos da utilização da energia nuclear; as bandeiras tarifárias no setor elétrico brasileiro; os caminhos para a descarbonização nos setores de transportes, indústria, edificações e eletricidade no Brasil; a privatização da Eletrobras e seu impacto para o Cepel; o projeto de lei que visa criar um  fundo de compensação dos preços de derivados de petróleo; e, políticas públicas de geração distribuída para consumidores de baixa renda. 

Recomendamos especialmente neste período a publicação Cobrança da Bandeira Tarifária, de autoria de Gláucia Fernandes, João Teles e Adriana Gouvêa (pesquisadores da FGV Energia). Este esclarecedor artigo discute o papel da bandeira tarifária na minimização dos efeitos negativos da redução dos níveis dos reservatórios e apresenta as perspectivas para a cobrança desse custo adicional em 2022. Os autores destacam que as bandeiras tarifárias funcionam apenas como um ajuste de curto prazo e sustentam que a solução para minimizar crises energéticas deve considerar o longo prazo e medidas estruturais, como a diversificação da matriz elétrica e investimentos em eficiência energética e transmissão.

A segunda publicação especialmente recomendada é o estudo Descarbonização do Setor de Energia no Brasil, publicado pelo Instituto E+ Transição Energética. Trata-se de um estudo detalhado sobre as trajetórias possíveis de descarbonização do setor de energia brasileiro, subdividindo-o em subsetores de transporte, indústria, edifícios e eletricidade. Segundo a publicação, a implementação das medidas apresentadas para descarbonização deve ser incentivada a partir de políticas governamentais. No caso de opções que já apresentam viabilidade econômica, o papel do governo poderá se restringir à definição de linhas de crédito específicas, de modo a incentivar a tomada de decisão da empresa ou indivíduo. Já com relação às tecnologias que ainda não apresentam viabilidade econômica, a medida mais eficaz seria a definição de um preço para o carbono.

Dentre os demais artigos autorais, recomendamos também algumas análises e reportagens publicadas nos principais portais eletrônicos nacionais e internacionais. Maurício Godoi (Canal Energia), por exemplo, assina uma excelente reportagem especial que conta com a participação de importantes nomes do setor elétrico brasileiro para discutir o caminho a ser trilhado pelo Cepel no pós capitalização da Eletrobras. Luis Nassif (GGN), por sua vez, publica um interessante artigo que questiona o novo projeto de lei do senador Prates (PT) que visa criar um fundo de compensação de preços dos derivados de petróleo. Por fim, Luciano Losekann e Camila Abuche (Grupo de Energia e Regulação – GENER/UFF) discutem a criação de uma política pública para o segmento de geração distribuída com vistas a beneficiar os consumidores de baixa renda.