No que se refere às publicações acadêmicas do segundo período de maio de 2022, foram selecionados 5 novos artigos de jornais e revistas científicas de grande relevância, sendo 1 da revista Renewable and Sustainable Energy Reviews, 1 da revista Energy Science & Engineering, 1 da revista Energy, 1 da revista Nature Climate Change e 1 da revista Environmental Research Letters.

Dentre os trabalhos selecionados, os principais subtemas abordados foram: 1 – avaliação do potencial de emissões  dos campos de produção de combustíveis fósseis existentes; 2 – ativos de combustíveis fósseis ociosos e possíveis perdas financeiras para os investidores; 3 – modelos de séries temporais para previsão de demanda de energia elétrica no Brasil; 4 – hidrogênio verde e possíveis caminhos para empresas de petróleo e gás em um futuro sustentável; e, 5 – desenvolvimento e avaliação de sistemas de produção de hidrogênio renovável e mistura de gás natural para diferentes usos.

Além do trabalho selecionado como Destaque Geral, recomendamos como destaque desta categoria o artigo Stranded fossil-fuel assets translate to major losses for investors in advanced economies, publicado na Nature Climate Change, que coloca em evidência o problema dos “ativos encalhados” relacionados à produção de combustíveis fósseis, vale dizer, dos ativos cujo valor deve ser destruído no contexto da transição para uma economia global de baixo carbono. Com efeito, a pesquisa rastreou a propriedade de 43.439 ativos associados à produção de petróleo e gás  e a análise mostra que o valor presente de lucros futuros perdidos com esses ativos no setor de petróleo e gás upstream excede US$ 1 trilhão. Vale ressaltar queque a maior parte do risco de mercado desses ativos recai sobre investidores privados, incluindo uma exposição substancial de fundos de pensão. Descobriu-se, ainda, que as instituições financeiras detêm US$ 681 bilhões desses ativos potencialmente inúteis em seus balanços, o que equivale a mais do que os ativos imobiliários subprime mal precificados que desencadearam a grave crise financeira de 2008. Os EUA e o Reino Unido são, de longe, os países com maior exposição nesses ativos encalhados.