Neste segundo período de maio de 2022 estamos recomendando a leitura de 8 novos trabalhos na categoria Agências. Deste total, indicamos em especial dois trabalhos como destaque desta categoria.

O conjunto dos trabalhos selecionados trata principalmente dos temas Mercados energéticos, Tecnologia e inovação, Transição energética, Renováveis, Regulação Internacional e Sustentabilidade. Os subtemas mais relevantes são: oferta e demanda de energia e eletricidade no Brasil; o impacto da alta dos preços dos minerais críticos para a transição e segurança energética; desenvolvimentos recentes no mercado global de mobilidade elétrica; experiências internacionais de uso de tarifa dinâmica de energia e possíveis aplicações no Brasil; tendências dos gastos públicos em P&D; ferramenta para alinhar projetos de energia e riscos associados à biodiversidade; perspectiva de produção de hidrogênio verde; e, emissões de GEE associadas aos reservatórios de hidrelétricas.

O primeiro destaque desta categoria é Perspectiva Global de Veículos Elétricos – Outlook 2022, da Agência Internacional de Energia (IEA, sigla em inglês). Essa é uma publicação anual muito rica e detalhada da IEA, que identifica e discute vários desenvolvimentos recentes associados à mobilidade elétrica em todo o mundo. Combinando a análise histórica com as projeções para 2030, o relatório examina o desempenho das vendas de veículos elétricos, a implantação de infraestrutura de carregamento, o uso de energia, as emissões de CO2 e a demanda por baterias. Esta edição apresenta, ainda, uma avaliação profunda da cadeia de suprimentos de baterias para veículos elétricos e analisa as metas e estratégias dos governos nessa área. Entre as conclusões, ressalta-se que, embora as vendas dos veículos elétricos continuem batendo recordes, o crescimento futuro desse mercado exigirá maiores esforços para antecipar os gargalos da cadeia de suprimentos e aumentar a produção de minerais críticos.

A segunda leitura especialmente recomendada nessa categoria é a publicação Experiência Internacional com Tarifas Dinâmicas de Eletricidade, da Empresa de Pesquisa Energética (EPE). Este estudo avalia as experiências internacionais de utilização de tarifas dinâmicas de eletricidade e programas de resposta da demanda por preços, contribuindo, assim, com importantes reflexões para o debate sobre a modernização do setor elétrico brasileiro. Os resultados dos estudos analisados pela EPE indicam que a adesão hipotética a programas de tarifas dinâmicas (ou seja, tarifas que flutuam de acordo com as condições de mercado) em seis países desenvolvidos atingiu até 43% para modelos opt-in (onde cada consumidor deve solicitar a entrada no programa). Entretanto, casos reais mostram que a adesão pode ficar próxima de 1%, caso não haja incentivos adequados.