Neste segundo período de abril de 2022 estamos recomendando a leitura de 7 trabalhos na categoria Agências. Deste total, indicamos dois trabalhos como destaque desta categoria.

O conjunto dos trabalhos selecionados trata principalmente dos temas Transição energética, Energias não Renováveis, Tecnologia e inovação e Renováveis. Os subtemas mais relevantes são: comissionamento e descomissionamento de plantas de geração a carvão ao redor do mundo; previsão da carga para o planejamento anual da operação do SIN; transporte de hidrogênio; oportunidades para o setor de óleo e gás compensarem suas emissões no Brasil; aspectos técnicos, econômicos e logísticos da produção do hidrogênio turquesa; infraestrutura de recarga pública para veículos elétricos e recomendações de políticas; e, boas práticas para desenvolver códigos de conexão à rede para sistemas com grande participação de energia renovável.

O primeiro destaque desta categoria é Previsões de carga para a 1ª Revisão Quadrimestral da Carga 2022 – 2026, documento elaborado em conjunto pela Empresa de Pesquisa Energética (EPE), Operador Nacional do Sistema (ONS) e Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE). Em meio ao novo cenário mundial e nacional, as instituições citadas optaram por rever a expectativa de crescimento do PIB brasileiro em 2022, de 1,3% para 0,6%, o que acarretou em uma revisão de 0,9% para baixo do consumo de eletricidade projetado para o SIN. Após essa revisão, portanto, a expectativa passa a ser de alta de apenas 1,8% do consumo de energia elétrica em 2022. Já a carga de energia deverá apresentar um crescimento de apenas 1,7% frente ao ano anterior, situando-se 635 MW médios abaixo do valor previsto anteriormente.

A segunda leitura especialmente recomendada nessa categoria é a publicação Comércio global de hidrogênio para cumprir a meta climática de 1,5°C: Parte II (tradução livre), da Agência Internacional de Energias Renováveis (IRENA). Tendo em vista que o transporte de hidrogênio ainda é um grande entrave ao escalonamento do uso do energético a nível mundial, este relatório se mostra relevante na medida em que explora cada etapa da cadeia de valor dos diferentes transportes de hidrogênio a partir de uma perspectiva técnico-econômica, incluindo custos, eficiência e projeções da evolução. Vale frisar ainda que o relatório compara o transporte de hidrogênio por gasodutos com outras três formas usadas nas rotas de navegação: amônia, hidrogênio líquido e transportadores de hidrogênio orgânico líquido (LOHC).